Os bloqueios de nervos são procedimentos realizados de forma percutânea (sem cortes) com seringas e agulhas.
O principal objetivo é tratar a dor do paciente da maneira menos invasiva possível.
O procedimento na coluna pode ser realizado em toda a sua extensão , desde a região cervical, torácica, lombar até o sacro e cóccix.
Além disso, podem ser empregados diferentes medicamentos para tratar problemas diversos, desde hernias de disco, desgastes e até mesmo contraturas.
O objetivo da infiltração, seja em pontos gatilhos ou em nervos da coluna, é aliviar a dor. O bloqueio permite que o paciente fique mais apto para fazer Fisioterapia e assim pode recuperar-se mais rapidamente.
Esses procedimentos constituem um ponto numa linha de tratamento que deve ser seguido pelo paciente.
Cabe esclarecer que a dor na coluna é tratada por etapas, por “degraus”, ou seja, existe uma “escada de tratamento”.
No primeiro momento, o médico solicita uma série de exames de imagem, além de prescrever o tratamento conservador (medicações, fisioterapia, acunpuntura), a fim de restabelecer uma melhora no quadro do paciente.
Dependendo dos sintomas, os exames de imagem podem ser pedidos imediatamente ou após algumas semanas de tratamento conservador.
Contudo, se o problema for progressivo ou não surtir efeitos em 4-6 semanas com o tratamento clínico convencional, a intervenção através da infiltração pode ser necessária.
Esse é o segundo degrau do tratamento da das dores na coluna. Esse procedimento pode ser realizado tanto na fase aguda como na fase crônica de dor. O objetivo principal é “quebrar o ciclo de dor e inflamação” local.
P.S: Se o problema persistir após a infiltração, outros recursos poderão ser necessários nos degraus de tratamento da dor na coluna, como a rizotomia ou cirurgias minimamente invasivas as quais serão abordados aqui em tópicos específicos.
O bloqueio é um procedimento simples, que pode ser feito em consultório ou no hospital.
Consiste em injetar no foco doloroso medicações, que geralmente são anestésicos e/ou corticoides, para diminuir ou cessar o estímulo doloroso.
O procedimento pode ser feito sob anestesia local e o paciente não precisa ficar internado, tendo uma recuperação rápida e alívio imediato da dor.
No consultório, faz-se bloqueio de pontos gatilhos musculares e nas articulações e utilizamos menor quantidade de anestésico. Nesta situação, podemos usar a ultrassonografia para guiar os bloqueios.
Quando fazemos no hospital, é possível ser mais efetivo porque utiliza-se outros recursos como as radiografias (e também a ultrassonografia) sob anestesia para localizar os nervos, além de ser mais confortável para o paciente que fica sob sedação.
Quando é realizado apenas o agulhamento a seco, a melhora ocorre em torno de 2-4 sessões, podendo haver melhora imediata em alguns casos.
Quando o paciente é submetido a bloqueio anestésico, geralmente 80% melhoram (por tempo limitado) com apenas um bloqueio realizado em ambiente hospitalar. Dependendo se o paciente der continuidade ao tratamento e seguir as orientações, poderá durar mais ou menos tempo.
O mais importante é, todavia, permitir que o paciente siga na reabilitação.